Racionalismo
 

Racionalismo é a corrente central no pensamento liberal que se ocupa em procurar, estabelecer e propor caminhos para alcançar determinados fins. Tais fins são postulados em nome do interesse coletivo (commonwealth), base do do próprio liberalismo e que se torna assim, a base também do racionalismo. O racionalismo, por sua vez, fica à base do planejamento da organização econômica e espacial da reprodução social.

O postulado do interesse coletivo elimina os conflitos de interesses (de classe, entre uma classe e seus membros e até de simples grupos de interesse) existentes em uma sociedade, seja em nome do princípio de funcionamento do mercado, seja como princípio orientador da ação do Estado. Abre espaço para soluções racionais a 'problemas' econômicos (de alocação de recursos) ou urbanos (de infraestrutura, da habitação, ou do meio ambiente) com base em soluções técnicas e eficazes.

 

Uma ideologia difere do mundo concreto não naquilo que afirma, senão no que cala (discurso lacunar) - não nega, apenas escamoteia a existência conflitos na sociedade. Um 'apelo à razão' é um convite a esquecer a existência de conflitos sociais.

 

Na sociedade brasileira o superprivilegiamento da elite e o constante entravamento do desenvolvimento  entra em contradição flagrante com a a idéia do interesse coletivo e o racionalismo perde sua base material, originando também o caráter incongruente da ideologia da elite. Nessas condições se gesta um derivado curioso do interesse coletivo, a saber, o consenso. Sendo fraca a figura do interesse coletivo, esse fica substituído por seu suposto resultado: o consenso -a saber, entre os membros da elite ou entre seus representantes no âmbito político. O enfraquecimento da base do racionalismo se reflete também no planejamento e na ação do Estado, que adquire um caráter errático e não-explícito.

 

Cientificismo

Cientificismo ou cientismo é a postura que afirma que a melhor maneira de investigar como as coisas são, sejam naturais, sociais, artificiais ou conceituais, é pela adoção do método científico.[1] [2] O termo também implica na atitude de valorização altamente positiva no papel da ciência no desenvolvimento da cultura em particular, e da sociedade em geral.[3] [4] No entanto esta tendência muitas vezes é entendida de modo pejorativo, como uma forma extrema de valorização da ciência[5] ou relacionada significativamente com o positivismo lógico,[6] [7] por ter sido usado por cientistas sociais como Friedrich Hayek[8] , filósofos da ciência como Karl Popper,[9] e filósofos como Hilary Putnam[10] e Tzvetan Todorov[11] para descrever um apoio dogmático ao método científico e da redução de todo o conhecimento a tudo o que é mensurável.[12] Esta tendência intelectual de matriz positivista preconiza a adoção do método científico, tal como é aplicado às ciências naturais, em todas as áreas do saber e da cultura (filosofia, ciências humanas, artes, etc.), e tem sido criticada e geralmente interpretada de maneira depreciativa.[5] [13]

 

Por outro lado, os defensores do cientificismo, entre eles o filósofo da ciência Mario Bunge,[1] [3] o historiador da ciência Michael Shermer[2] e o filósofo Daniel Dennett,[14] afirmam que a postura não é uma doutrina que quer aplicar a ciência em todos os níveis, mas a visão de que a ciência é a melhor metodologia que existe para conhecer o mundo e possibilitar o desenvolvimento tecnológico.[3] [4]

 

Antropocentrismo

Recebe o nome de antropocentrismo a ideia, surgida na Europa do fim da Idade Média, que considera o Homem o centro do cosmos. O antropocentrismo sugere que o homem deve ser o centro das ações, da expressão cultural, histórica e filosófica.

 

O Homem Vitruviano, desenho de Leonardo da Vinci, 1490.

Tal filosofia ganhará popularidade em detrimento de outra predominante, o teocentrismo, onde Deus (no caso, o deus da tradição judaico-cristã) preponderava como referência central na vida do cidadão comum. Como consequência, este momento na história europeia marca a separação entre Teologia e Filosofia, resultado do surgimento do humanismo  renascentista, que eleva o antropocentrismo a ideia central. É a chegada de uma nova era, um tempo que valoriza a razão, o homem, a matéria, onde ter prazer em viver não é mais visto universalmente como pecado. Em suma, é uma ruptura com o período anterior.

 

Como pano de fundo para esta ruptura, há ainda um conjunto de fatores a serem considerados, como a decadência da poderosa estrutura da igreja católica e a ascensão dos estados nacionais no âmbito político, econômico e cultural, com o apoio da nobreza e da burguesia.

 

O surgimento do antropocentrismo causa ao mesmo tempo o declínio do escolasticismo, pois os novos intelectuais demonstravam interesse primordial pela literatura secular (humanae litterae, daí o nome de "humanistas"). As preocupações dos filósofos humanistas, desenvolvidas nos séculos posteriores, giram em torno de três grandes temas: o homem, a sociedade e a natureza. Estes novos filósofos eram questionadores, críticos, que não hesitavam em externar seu pensamento, preocupados em problematizar a realidade. É, enfim, um ser racional, que valoriza questões ligadas à matéria, o retrato do homem renascentista, que acredita que tudo pode ser explicado por meio da razão e da ciência.

 

A mudança de mentalidade será importante ainda no estímulo à pesquisa científica, fazendo com que as ciências, a arte e a literatura passem por evoluções constantes. Importante notar que, mesmo nos tempos atuais, onde os preceitos trazidos pelo antropocentrismo ainda predominam com bastante vigor, não houve uma extinção definitiva do modo de vida baseado na fé religiosa. Ao longo dos séculos, vemos vários estados cujas leis fundamentais, ainda hoje, estão baseadas na fé. Mesmo em um dos mais importantes celeiros do capitalismo e do moderno pensamento humanista como os Estados Unidos, podemos encontrar comunidades que praticam um estilo de vida baseado no teocentrismo, como no caso da região conhecida como Bible Belt (ou "cinturão bíblico" em inglês). Aliás, foi desta área, que pela primeira vez, surgiu, no final do século XIX a expressão "fundamentalismo", hoje muito popular para definir os modernos terroristas religiosos.

 

 

Renascimento Cultural

INTRODUÇÃO 

 

Renascimento é o nome que se dá a um grande movimento de mudanças culturais, que atingiu as camadas urbanas da Europa Ocidental entre os séculos XIV e XVI, caracterizado pela retomada dos valores da cultura greco-romana, ou seja, da cultura clássica. Esse momento é considerado como um importante período de transição envolvendo as estruturas feudo capitalistas. 

As bases desse movimento eram proporcionadas por uma corrente filosófica reinante, o humanismo, que descartava a escolástica medieval, até então predominante, e propunha o retorno às virtudes da antiguidade. Platão, Aristóteles, Virgílio, Sêneca e outros autores greco-romanos começam a ser traduzidos e rapidamente difundidos. 

 

Os Valores 

 

O movimento renascentista envolveu uma nova sociedade e portanto novas relações sociais em seu cotidiano. A vida urbana passou a implicar um novo comportamento, pois o trabalho, a diversão, o tipo de moradia, os encontros nas ruas, implicavam por si só um novo comportamento dos homens. Isso significa que o Renascimento não foi um movimento de alguns artistas, mas uma nova concepção de vida adotada por uma parcela da sociedade, e que será exaltada e difundida nas obras de arte. 

Apesar de recuperar os valores da cultura clássica, o Renascimento não foi uma cópia, pois utilizava-se dos mesmos conceitos, porém aplicados de uma nova maneira à uma nova realidade. Assim como os gregos, os homens "modernos" valorizaram o antropocentrismo: "O homem é a medida de todas as coisas"; o entendimento do mundo passava a ser feito a partir da importância do ser humano, o trabalho, as guerras, as transformações, os amores, as contradições humanas tornaram-se objetos de preocupação, compreendidos como produto da ação do homem. 

Uma outra característica marcante foi o racionalismo, isto é, a convicção de que tudo pode ser explicado pela razão do homem e pela ciência, a recusa em acreditar em qualquer coisa que não tenha sido provada; dessa maneira o experimentalismo, a ciência, conheceram grande desenvolvimento. O individualismo também foi um dos valores renascentistas e refletiu a emergência da burguesia e de novas relações de trabalho. A idéia de que cada um é responsável pela condução de sua vida, a possibilidade de fazer opções e de manifestar-se sobre diversos assuntos acentuaram gradualmente o individualismo. É importante percebermos que essa característica não implica o isolamento do homem, que continua a viver em sociedade, em relação direta com outros homens, mas na possibilidade que cada um tem de tomar decisões. 

Foi acentuada a importância do estudo da natureza; o naturalismo aguçou o espírito de observação do homem. O hedonismo representou o "culto ao prazer", ou seja, a idéia de que o homem pode produzir o belo, pode gerar uma obra apenas pelo prazer que isso possa lhe proporcionar, rompendo com o pragmatismo. 

O Universalismo foi uma das principais características do Renascimento e considera que o homem deve desenvolver todas as áreas do saber; podemos dizer que Leonardo da Vinci é o principal modelo de "homem universal", matemático, físico, pintor e escultor, estudou inclusive aspectos da biologia humana. 

 

 

ITÁLIA: O Berço do Renascimento 

 

Esse é uma expressão muito utilizada, apesar de a Itália ainda não existir como nação. A região italiana estava dividida e as cidades possuíam soberania. Na verdade o Renascimento desenvolveu-se em algumas cidades italianas, principalmente aqueles ligadas ao comércio. 

Desde o século XIII, com a reabertura do Mediterrâneo, o comércio de várias cidades italianas com o oriente intensificou-se , possibilitando importantes transformações, como a formação de uma camada burguesa enriquecida e que necessitava de reconhecimento social. O comércio comandado pela burguesia foi responsável pelo desenvolvimento urbano, e nesse sentido, responsável por um novo modelo de vida, com novas relações sociais onde os homens encontram-se mais próximos uns dos outros. Dessa forma podemos dizer que a nova mentalidade da população urbana representa a essência dessas mudanças e possibilitará a Produção Renascentista. 

Podemos considerar ainda como fatores que promoveram o renascimento italiano, a existência de diversas obras clássicas na região, assim como a influência dos "sábios bizantinos", homens oriundos principalmente de Constantinopla, conhecedores da língua grega e muitas vezes de obras clássicas. 

 

 

A Produção Renascentista 

 

É necessário fazer uma diferenciação entre a cultura renascentista; aquela caracterizada por um novo comportamento do homem da cidade, a partir de novas concepções de vida e de mundo, da Produção Renascentista, que representa as obras de artistas e intelectuais, que retrataram essa nova visão de mundo e são fundamentais para sua difusão e desenvolvimento. Essa diferenciação é importante para que não julguemos o Renascimento como um movimento de "alguns grandes homens", mas como um movimento que representa uma nova sociedade, urbana caracterizada pelos novos valores burguesas e ainda associada à valores cristãos. 

O mecenato, prática comum na Roma antiga, foi fundamental para o desenvolvimento da produção intelectual e artística do renascimento. O Mecenas era considerado como "protetor", homem rico, era na prática quem dava as condições materiais para a produção das novas obras e nesse sentido pode ser considerado como o patrocinador, o financiador. O investimento do mecenas era recuperado com o prestígio social obtido, fato que contribuía com a divulgação das atividades de sua empresa ou instituição que representava. A maioria dos mecenas italianos eram elementos da burguesia, homens enriquecidos com o comércio e toda a produção vinculada à esse patrocínio foi considerada como Renascimento Civil. 

Encontramos também o Papa e elementos da nobreza praticando o mecenato, sendo que o Papa Júlio II foi o principal exemplo do que denominou-se Renascimento Cortesão. 

 

A Expansão do Renascimento 

 

No decorrer do século XVI a cultura renascentista expandiu-se para outros países da Europa Ocidental e para que isso ocorresse contribuíram as guerras e invasões vividas pela Itália. As ocupações francesa e espanhola determinaram um conhecimento melhor sobre as obras renascentistas e a expansão em direção a outros países, cada um adaptando-o segundo suas peculiaridades, numa época de formação do absolutismo e de início do movimento de Reforma Religiosa. 

O século XVI foi marcado pelas grandes navegações, num primeiro momento vinculadas ao comércio oriental e posteriormente à exploração da América. A navegação pelo Atlântico reforçaram o capitalismo de Portugal, Espanha e Holanda e em segundo plano da Inglaterra e França. Nesses "países atlânticos" desenvolveu-se então a burguesia e a mentalidade renascentista. 

Esse movimento de difusão do Renascimento coincidiu com a decadência do Renascimento Italiano, motivado pela crise econômica das cidades, provocada pela perda do monopólio sobre o comércio de especiarias. 

A mudança do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico determinou a decadência italiana e ao mesmo tempo impulsionou o desenvolvimento dos demais países, promovendo reflexos na produção cultural. 

 

Outro fator fundamental para a crise do Renascimento italiano foi a Reforma Religiosa e principalmente a Contra Reforma. Toda a polêmica que desenvolveu-se pelo embate religioso fez com que a religião voltasse a ocupar o principal espaço da vida humana; além disso, a Igreja Católica desenvolveu um grande movimento de repressão, apoiado na publicação do INDEX e na retomada da Inquisição que atingiu todo indivíduo que de alguma forma de opusesse a Igreja. Como o movimento protestante nõ existiu na Itália, a repressão recaiu sobre os intelectuais e artistas do renascimento.

 

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ORIGEM DAS NACOES. SEM, CAM E JAFE

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Você é descendente de um destes.

Na visão bíblica todas as etnias da Terra descendem dos três filhos de Noé:
SEM, CAM e JAFÉ

A mídia divulgou amplamente a suposta declaração de um pastor, pintando de preto a pele os descendentes de Cam. A mídia atribuiu ao pastor a tese de que os africanos são o povo alvo da maldição de Noé. Esta noticia polarizou reações contra e a favor do pastor, causando divisões até mesmo na Igreja Evangélica.
Quanto a mim, tão somente vou me aproveitar do momento para expor o que a Bíblia pensa a respeito. Este sim, é o assunto que realmente interessa. Alimentar os monstros do partidarismo não é minha função.
Quanto aos adversários Políticos e Religiosos, que se mordam. Se nesta briga não sobrar ninguém, nos farão um grande favor. Favor ainda maior farão abandonarem o partidarismo e seguirem apenas a Jesus.

– JAFÉ: Gn 10:2: Gomer, Magogue, Tubal, Meseque.
*Território de Jafé: Estes ocuparam um território mais ao norte, que, mais tarde, se tornou conhecido como União Soviética. Gn 10:30.
*A Rússia já se candidatou a posição de regente do mundo. Obviamente ficou um foco desta ambição, que será usada para os atrair ao Armagedom.
No texto a seguir, Ezequiel fala de Ros, Mezeque e Tubal, componentes do bolo dos descendentes de Jafé. Eles fazem parte do conglomerado de nações que disputara a supremacia sobre as Terras de Sinar e do resto do mundo, algo que foi prometido a Israel.
Ez 38:4: Far-te-ei que te volvas, porei anzóis no teu queixo e te levarei a ti e todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos de armamento completo, grande multidão, com pavês e escudo, empunhando todos a espada (Leia os outros versos).

– CAM: Gn 10:6: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã.
*O território de Cam: Formado a partir de Babel ou Babilônia, o atual Iraque. Ninrode ficou conhecido como um caçador de poder e não de animais, e liderou este processo de colonização. Ninrode chegou a ser escolhido como um tipo do anti cristo, que também será um caçador de poder.
*Gêneses 10:9-11: O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar. Daquela terra saiu ele para a Assíria e edificou Nínive, Reobote-Ir e Calá. A Terra de Sinar, de designação incerta, parece um termo genérico para Canaã e Babilônia.
*Cuxe, um dos filhos de Cam, se aproximou da África, que fica ao Sul de Israel e faz fronteira com o Egito. Acreditam os especialistas que foi ele o responsável pela colonização do continente africano:
Gn 10:19. E o limite dos cananeus foi desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza, indo para Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa.

O motivo da maldição de Cam, foi a sua vontade de ver a nudez de seu pai, algo que ainda não fora proibido por Moises, o qual nem existia, na época. Há quem defenda a tese de ser ele o primeiro homo afetivo, ato, que segundo a lei Mosaica recebe pena de morte. Lv 20:13: “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles”. A pena de morte é defendida
por Moises em vários textos.
Atribuir a cor da pele como o sinal desta maldição é um chute teológico.

– SEM:
Gn 10:22. Os filhos de Sem são: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arã. Do nome de Sem, veio o termo Semita, que designa mais especificamente o sangue judeu.
*Salomão, Rei de Israel, teve um caso com a Rainha da Etiópia, provavelmente uma negra. Se ele cresse que havia alguma maldição na cor da pele, não se aproximaria tanto dela.
Sabemos hoje, que há inúmeros judeus na Etiópia, de pele escura, que para lá migraram depois da última dispersão dos judeus.
*O Território de Sem: Gn 10:30. E habitaram desde Messa, indo para Sefar, montanha do Oriente. Esta passagem bíblica da aos judeus uma região mais ampla do que aquela que ocupam agora.
Sem é considerado o pai de todos os filhos de Héber, seu bisneto (v.25): os israelitas são descendentes de Héber, por isso chamados hebreus (Gn 14:13). Os árabes possuem uma descendência judaica, mas não como descendentes de Sem, pois, como filhos de Abraão com a escrava e não com a esposa.

Este mapa mostra como alguns dos escritores mais recomendáveis expõem a ação colonizadora dos filhos de Noé. Eles se espalharam pelo mundo e formaram as diversas etnias existentes em nosso planeta.

Esta informação está principalmente em Gêneses 10

 

https://almalavada1.wordpress.com/2013/04/16/origem-das-nacoes/

REFORMA E CONTRA REFORMA RELIGIOSA

Causas

 

O processo de reformas religiosas teve início no século XVI. Podemos destacar como causas dessas reformas: abusos cometidos pela Igreja Católica e uma mudança na visão de mundo, fruto do pensamento renascentista.

 

A Igreja Católica vinha, desde o final da Idade Média, perdendo sua identidade. Gastos com luxo e preocupações materiais estavam tirando o objetivo católico dos trilhos. Muitos elementos do clero estavam desrespeitando as regras religiosas, principalmente o que diz respeito ao celibato. Padres que mal sabiam rezar uma missa e comandar os rituais, deixavam a população insatisfeita.

 

A burguesia comercial, em plena expansão no século XVI, estava cada vez mais inconformada, pois os clérigos católicos estavam condenando seu trabalho. O lucro e os juros, típicos de um capitalismo emergente, eram vistos como práticas condenáveis pelos religiosos.
Por outro lado, o papa arrecadava dinheiro para a construção da basílica de São Pedro em Roma, com a venda das indulgências (venda do perdão).

 

No campo político, os reis estavam descontentes com o papa, pois este interferia muito nos comandos que eram próprios da realeza.

 

O novo pensamento renascentista também fazia oposição aos preceitos da Igreja. O homem renascentista, começava a ler mais e formar uma opinião cada vez mais crítica. Trabalhadores urbanos, com mais acesso a livros, começaram a discutir e a pensar sobre as coisas do mundo. Um pensamento baseado na ciência e na busca da verdade através de experiências e da razão.

 

A Reforma Luterana

 

O monge alemão Martinho Lutero foi um dos primeiros a contestar fortemente os dogmas da Igreja Católica. Afixou na porta da Igreja de Wittenberg as 95 teses que criticavam vários pontos da doutrina católica.

 

As 95 teses de Martinho Lutero condenava a venda de indulgências e propunha a fundação do luteranismo ( religião luterana ). De acordo com Lutero, a salvação do homem ocorria pelos atos praticados em vida e pela fé. Embora tenha sido contrário ao comércio, teve grande apoio dos reis e príncipes da época. Em suas teses, condenou o culto à imagens e revogou o celibato. 

 

Martinho Lutero foi convocado as desmentir as suas 95 teses na Dieta de Worms, convocada pelo imperador Carlos V. Em 16 de abril de 1521, Lutero não so defendeu suas teses como mostrou a necessidade da reforma da Igreja Católica.

 

 

A Reforma Calvinista

 

João Calvino: reforma na França 

 

Na França, João Calvino começou a Reforma Luterana no ano de 1534. De acordo com Calvino a salvação da alma ocorria pelo trabalho justo e honesto. Essa ideia calvinista, atraiu muitos burgueses e banqueiros para o calvinismo. Muitos trabalhadores também viram nesta nova religião uma forma de ficar em paz com sua religiosidade. Calvino também defendeu a ideia da predestinação (a pessoa nasce com sua vida definida).

 

A Reforma Anglicana

 

Na Inglaterra, o rei Henrique VIII rompeu com o papado, após este se recusar a cancelar o casamento do rei. Henrique VIII funda o anglicanismo e aumenta seu poder e suas posses, já que retirou da Igreja Católica uma grande quantidade de terras.

 

A Contra-Reforma Católica

 

Preocupados com os avanços do protestantismo e com a perda de fiéis, bispos e papas reúnem-se na cidade italiana de Trento (Concílio de Trento) com o objetivo de traçar um plano de reação. No Concílio de Trento ficou definido: 

 

- Catequização dos habitantes de terras descobertas, através da ação dos jesuítas;
- Retomada do Tribunal do Santo Ofício - Inquisição : punir e condenar os acusados de heresias
- Criação do Index Librorium Proibitorium (Índice de Livros Proibidos): evitar a propagação de ideias contrárias à Igreja Católica.

 

Intolerância

 

Em muitos países europeus as minorias religiosas foram perseguidas e muitas guerras religiosas ocorreram, frutos do radicalismo. A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), por exemplo, colocou católicos e protestantes em guerra por motivos puramente religiosos. Na França, o rei mandou assassinar milhares de calvinistas na chamada Noite de São Bartolomeu.

 

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